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Análise completa de Race Driver GRID, o melhor jogo de corrida de 2008, e um dos melhores da história.
A primeira análise do Campo Minado não poderia ser melhor: Race Driver GRID, o jogo de corrida de 2008. Desenvolvido pela Codemasters, já conhecida pela série de rally que leva o nome do campeão Colin McRae, e dos jogos licenciados da TOCA, GRID apareceu com a proposta de ser uma alternativa mais séria e superior à já cansada franquia Need For Speed. E conseguiu.

Nome: Race Driver GRID
Desenvolvedora: Codemasters
Distribuidora: Codemasters
Lançamento: 30 de março de 2008 (EUA)
Gênero: Corrida
Modos: Singleplayer; multiplayer
Classificação: Livre (Brasil)
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GRID é mais que um jogo de corrida. É um jogo para amantes da velocidade. Isso fica claro não só pela variedade de carros e estilos à disposição do jogador, mas também pela excelente jogabilidade, nível ajustável de dificuldade e fidelidade de carros e pistas aos seus modelos reais.
Esse deslumbramento tem um preço, e ele se traduz em requisitos mínimos puxados. Sei, segundo a tabela acima, que é a oficial, não parece grande coisa. Mas acredite: jogar GRID num PC com a configuração mínima, e jogá-lo num top, são duas experiências completamente diferentes.
Apesar de ser um jogo de corrida, o fator replay de GRID é muito alto. Mesmo quando o domínio dos controles é tamanho que os adversários da “máquina” deixam de ser páreo, o simples desafio de baixar o tempo de uma pista o faz querer jogar mais. E além disso ainda tem o modo multiplayer, que é sempre imprevisível, e aumenta ainda mais o já grande fator replay do game.
O visual de GRID é belíssimo. Os carros são bem definidos, incluindo o piloto, e os detalhes da pista, da torcida e outros são ricos, o que ajuda muito na imersão do jogador.
Em troca de toda a beleza dos seus gráficos, GRID pede uma placa de vídeo decente. Não precisa ser o último modelo, mas não dá para ser algo de três, quatro anos atrás. Para se ter uma boa experiência de jogo, é preciso uma placa decente. Com minha antiga, uma GeForce 6800GS, o jogo era pobre, e essa pobreza ia além dos gráficos: a jogabilidade também era afetada, pois tornava-se “truncada”. Resumindo, era impossível, fazer uma curva ser rodar o carro. Já com a nova VGA… É como escrevi acima: o jogo é outro.
As capotadas, as quebras do carro, o efeito borrado das curvas em alta velocidade… É tudo muito detalhado. Até os pneus usados no amortecimento das batidas têm vida própria, ao invés de serem meros muros “pintados de pneus”. Quando se bate num desses locais, voa pneu para tudo que é lado.
Os replays das corridas são cinematográficos. As tomadas de câmera são bem variadas, e pegam ângulos muito bonitos, que farão os fãs delirarem. As câmeras disponíveis incluem uma interna, algo bastante apreciado e, infelizmente, bastante ausente nos jogos modernos. Finalmente nós, meros mortais, teremos a chance de apreciar um Porsche, ou um Lamborghini, do local mais legal: atrás do volante.

Visão interna.
O ambiente e o clima também receberam atenção especial. A torcida fica à beira da pista (não façam isso em casa), e é bem ativa. O cenário é belíssimo, e as variações climáticas, idem. Correr Le Mans é ver essa versatilidade na prática: a corrida começa de dia, aí vem a noite, depois amanhece e, enfim, ela acaba com o sol a pino. A pista de Milão é outro exemplo básico do quão esbasbacante são os gráficos de GRID.
Poderia ser melhor. Na realidade, faltou apenas o essencial num game de corrida: o ronco do motor. Ele existe, está lá, só que… falta algo. Carros de mesma categoria têm sons muito próximos, o que quebra um pouco o clima de realidade que os gráficos entregam com tanta competência. Apesar dessa falha, que deve passar batida pela maioria das pessoas, o áudio como um todo é muito bom.
A música que toca durante as corridas é tensa, e o volume sobe em situações críticas. Exemplo: estava eu, correndo as 24 horas de Le Mans, quando, faltando duas horas para a corrida terminar, um puto adversário bateu na minha traseira e me fez rodar. Caí para a última posição, e saí correndo feito louco. A música subiu e ficou quase que mais alta que o som do motor. Acredite: isso aumenta muito a adrenalina. (E só para constar, ainda consegui ultrapassar um maluco nessa corrida).
GRID é um misto de simulador com arcade. Passa longe da loucura que eram os Need For Speed dos bons tempos (ah, Most Wanted…), mas também não chega ao nível de um Gran Turismo, ou GT-R. Essa mistura resultou em comandos gostosos, com os quais qualquer um se adapta facilmente, e garante o controle total sobre o veículo.
No teclado a experiência tende a ser dolorosa. Pelo menos comigo foi: os nervos da mão dóem consideravelmente após uma corrida acirrada. Por isso, e também para proporcionar maior emoção, o recomendável é utilizar, no mínimo, um joystick. Com ele a direção é bastante confortável, sem dores posteriores, e o controle do carro é melhor, especialmente com os direcionais analógicos.
A bem da verdade, GRID é game para se jogar com volante. Se não fosse tão caro, eu teria um
.
Algo que notei, e não sei se tem relação direta com a placa de vídeo, é que em configurações mais modestas o controle muda completamente. Já escrevi isso acima, mas repito agora, com mais detalhes.
Na configuração antiga, o carro virava com “soquinhos”. Um leve toque, apenas para corrigir a rota do carro numa reta, por exemplo, era interpretado como uma virada brusca. Resultado: o carro rodava e chapava o muro, numa reta! Isso era frustrante, e não é uma reclamação isolada. Procure em fóruns de discussão, e verão que muita gente reclama desse bug, ou defeito, ou seja lá o que for.
Com uma configuração condizente com o que GRID pede, a jogabilidade é outra. É possível explorar as minúcias do direcional analógico, usando-o com moderação em curvas abertas e/ou para acertar a trajetória do carro. Fica perfeito, como o jogo de fato é.
Em virtude desse comportamento anormal em configurações modestas, é bastante recomendável jogar GRID apenas se seu PC agüenta. Antes de fazer o upgrade do meu, eu xingava GRID de tudo quanto é nome
.

Já disse que os gráficos de GRID são bonitos?
Os modos em si são apenas dois: Grid World e Race day.
O primeiro é o “campeonato”. Você monta uma equipe, junto com uma gatinha (que só se ouve, já que ela não aparece
), e começa correndo por outras equipes, até conseguir grana para comprar seu próprio carro e encarar campeonatos pelo seu time. Ganha-se dinheiro, reputação, e há incontáveis torneios e desafios, bem variados, o que garante a longevidade do game.
Já o Race day é a corrida simples. Escolha o tipo de carro, circuito, número de voltas e dificuldade, e coma o asfalto. Simples e direto.
Senti falta de um modo livre, de treino, que seria bastante interessante para baixar os tempos das pistas.
O que mais agrada não é nem a variedade de modos, mas os tipos de carros. Há vários, e cada um com um tipo de jogabilidade bem específica. É como se fossem vários games de corrida num só. Temos as seguintes modalidades:
Isso aumenta o tempo de jogo, afinal, cada categoria traz desafios diferentes, perspectivas diferentes, controles diferentes. E antes que alguém reclame da ausência de Fórmula 1, é questão de tempo para termos um jogo exclusivo da elite do automobilismo com a mesma engine de GRID: a Codemasters já tem os direitos da categoria junto à FIA, e pretende lançar um game exclusivo em breve.
Sou suspeito a falar de games de corrida. Tendo uma jogabilidade legal, e dificuldade desafiadora, já me conquista. Se tem gráficos bonitos, então… Mas, paixões à parte, GRID é diversão pura. Mesmo correndo sozinho, os desafios que o game põe na mesa, e, principalmente, os níveis de dificuldade à escolha do jogador, elevam a diversão.
A imprevisibilidade da IA também ajuda, tanto na diversão, quanto no fator replay. É comum adversários controlados pelo computador baterem, rodarem, causarem tumulto. Isso adiciona um quê de surpresa que pode decidir corridas, o que é sempre bem-vindo. E existe ainda o modo Demolition, que é hilário – lembra de Destruction Derby? Então, é igual.

ACHO que isso doeu...
O fator replay é alto devido à dificuldade e aos desafios que o próprio jogador se impõe. Fez o recorde mundial numa pista? Você ficará tentado a ir lá e baixá-lo ainda mais.
Um vídeo de uma corrida:
E agora, algumas imagens (repare na loucura que são as provas de demolição):
GRID é divertido, e só isso bastaria para recomendá-lo. Mas além do fun factor, GRID é bonito, bem feito e possui uma longevidade rara. É aquele game que a gente deixa instalado no Windows, e vez ou outra joga para relaxar, desestressar, ou simplesmente passar o tempo. GRID é, provavelmente, o melhor game de corrida para PCs desde o saudoso Need For Speed Most Wanted. E a julgar pela quantidade de concorrentes que tentaram esse feito no lapso de 3 anos, esse título não é pouca coisa.
A única contraindicação é em relação a configurações fracas, não tanto pela qualidade gráfica, que é bastante adaptável, mas sim pela interferência nos controles, que ficam péssimos em PCs fracos. Tirando esse detalhe chato e inexplicável, GRID é só alegria.
Para fechar a análise, notas! Quebrei a nota em vários itens individuais. A nota final é a média entre todas elas.
GRID está à venda no Brasil, pelo Submarino (R$ 139,90), pela Saraiva (R$ 99,00) e também no Steam (U$ 29,99). Caso queira experimentá-lo antes de comprar, a Codemasters liberou uma demonstração gratuita, disponível aqui (893,9 MB).
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